segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Quem é o Ser Humano?

Quem nós somos? De onde viemos? Para onde vamos? Estes são alguns questionamentos que intrigam os seres humanos desde a antiguidade. Muitas respostas foram dadas para cada uma destas perguntas, mas nem por isso elas se calaram, pois tais indagações continuam vivas até hoje e permeiam a mente de muitas pessoas que vivem sobre a terra.
Davi, o grande rei de Israel, também levantou tal questionamento: “Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem para que com ele te preocupes?” (Sl 8.4). A maneira como nós enxergamos tais questões influencia a nossa identidade e determina a nossa prática de vida. Por exemplo: se nós pensarmos que somos frutos de uma série de incidentes do acaso, que não viemos de lugar nenhum e nem iremos para lugar algum, que sentido terá as nossas vidas? Será que o acaso não nos diminui? E qual o impacto, pessoal e social, de nos vermos como resultado do projeto bem definido e amoroso da mente divina?
Gostaria de mostrar, à luz da Bíblia Sagrada, algumas diretrizes que nos dão um bom esclarecimento a respeito de quem é o ser humano.
1. O ser humano é imagem e semelhança de Deus
“Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. (Gn 1.27)
A imagem e semelhança de Deus em nós não consiste na parte material, corpórea e sim na imaterial. Assim como Deus tem intelecto, sentimento e vontade Ele, também, nos dotou de tais atributos. Isso mostra a nossa dignidade!
2. O ser humano é pó
“Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente”. (Gn 2.7)
A matéria prima usada por Deus para criar o homem foi o pó da terra. O que fez com que o corpo inerte ganhasse vida foi o sopro divino. Isso mostra a nossa fragilidade e dependência de Deus!
3. O ser humano é pecador
“...pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”. (Rm 3.23)
Depois de criado o homem foi estabelecido por Deus como seu representante na Terra, afim de cuidá-la e exercer domínio sobre ela. Mas o primeiro homem, chamado Adão e sua mulher Eva, desobedeceram a Deus e como consequência a imagem e semelhança de Deus no homem ficou deturpada, corrompida. Desta forma, o pecado entrou no mundo causando todos os tipos de males e sofrimentos, bem como a morte. A natureza humana foi distorcida e transmitida a todos os descendentes de Adão e Eva, que são os nossos primeiros pais. Por isso todos nós, independentemente de raça, sexo ou nível socio-econômico e cultural, somos pecadores. Isso mostra a nossa miséria!
4. O ser humano é alvo do amor de Deus
“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3.16)
Em decorrência do pecado o ser humano se afastou de Deus e, de maneira orgulhosa, busca determinar o seu próprio caminho distante do Criador. O resultado disso é o vazio na alma, que lança o homem a uma busca desesperada por próposito e significado. Para isso o homem lança mão de muitos recursos como sucesso, fama, dinheiro, conquistas, bebida, drogas, sexo ilícito, mas o vazio continua lá.
Apesar do descaso do homem para com Deus, o Criador não desistiu de sua criatura. Movido por seu grande amor, Ele enviou seu Filho Jesus Cristo para morrer por toda a humanidade, afim de que todo aquele que crer seja perdoado e restaurado à plena comunhão com Deus. Isso mostra o apreço de Deus por nós!
Que alívio saber que nós não somos frutos do acaso, não somos resultado de um acidente cósmico e que, apesar de nossos erros, fracassos e desencontros na vida, somos alvos do amor de Deus e através de Jesus Cristo podemos retornar para os braços do Pai!
Alexandre Tavares

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Cruz do Meio

A cruz é o símbolo da fé cristã, pois foi numa cruz que morreu Jesus, o Deus encarnado. A morte por crucificação era a pena reservada àqueles que se levantavam contra Roma ou eram malfeitores. Com a utilização de tal método, Roma mandava ao mundo conhecido de então sua mensagem de poder.
A passagem bíblica de Lucas 26.32,33, 39-43, conta-nos que quando Jesus foi levado para ser crucificado no lugar chamado Caveira, outros dois homens, que eram criminosos, foram levados com Ele e crucificados, um a direita de Jesus e outro a esquerda. Um dos criminosos insultou Jesus e o desprezou. Já o outro defendeu Jesus e mostrou reconhecer sua pobre condição, recebendo a promessa que estaria com Ele no paraíso. O quadro que se forma é o de um pequeno monte rochoso, em cujo topo estão três cruzes e em cada uma delas uma pessoa afixada, cada qual com uma atitude diferente.
A cruz do meio representa a atitude de Deus diante do pecado humano, pois nela estava o Filho de Deus dando-se a si mesmo por nós, para que tivéssemos o perdão dos pecados e pudéssemos retornar para Deus. As outras duas cruzes representam as atitudes do ser humano caído em relação a Jesus, o Salvador da humanidade. Numa delas vemos o orgulho humano em sua extensão mais profunda. Mesmo estando em situação de extrema miséria e agonia, o individuo zomba de Jesus e despreza o único meio de salvação. Esta atitude tem marcado a vida de muitas pessoas que já estiveram neste mundo e se foram e de muitas outras que caminham sobre a face da terra. Cegadas pelo orgulho, não conseguem enxergar suas misérias. Riem e zombam do Filho de Deus e de sua oferta de salvação e, assim, desprezam o amor de Deus manifestado em Cristo Jesus.
Na outra, vemos uma atitude de humildade e arrependimento, onde o homem reconhece sua condição de miséria e volta-se para Jesus. É através desta atitude de reconhecimento de pecado e entrega que o homem tem a sua mente iluminada, passando a contemplar a beleza que há em Jesus, aquele que estava na cruz do meio.
Alexandre Tavares

sábado, 10 de outubro de 2009

Igreja: projeto de Deus e não fábrica de soldadinhos de chumbo

Lembro-me de minha infância, vivida na zona sul de São Paulo, nas ruas de terra do bairro Jardim Presidente no inicio da década de 1980. Todos os dias, depois de retornar da escola e almoçar, corria para o campinho, próximo à minha casa, para empinar pipa, jogar bolinha de gude, pião, futebol. Existiam muitas brincadeiras e brinquedos apreciados pelas crianças, sendo que cada um deles tinha o seu encanto próprio.
Um dos brinquedos que eu apreciei muito foram uns poucos soldadinhos de chumbo, usados, que ganhei do filho da patroa de minha mãe. Era maravilhoso colocá-los em ordem de batalha, esconder alguns atrás de pedras, cavar buracos no chão como se fosse trincheiras. Além de tudo isso tinha a sonoplastia, que era feita por mim mesmo. Sons de tiros, gritos de avançar e recuar e os ais e pedidos de socorro dos feridos na batalha e, por fim, o júbilo dos vitoriosos. A imaginação corria solta vislumbrando todo um cenário de guerra.
O tempo passou e vieram os anos turbulentos de minha juventude. Aos vinte e cinco anos de idade, tive um encontro pessoal com Jesus Cristo e passei a frequentar a igreja. Sem dúvida alguma, dentro do ambiente eclesiástico, encontrei ajuda e amparo através de piedosos homens e mulheres de Deus, a quem sou grato de coração. Mas, não pude deixar de observar que, por outro lado, grande parcela da Igreja havia se tornado uma fábrica de soldadinhos de chumbo.
Quando digo isto, me refiro àquelas igrejas que impões aos seus fiéis todo um conjunto de dogmas e sistemas de usos e costumes, que não possuem nenhum fundamento bíblico, na tentativa de expressar santidade e espiritualidade. Tais imposições são oriundas de interpretações erradas e distorcidas do texto bíblico e consubstanciadas pelos argumentos que “é assim que se agrada a Deus” ou “que devemos entrar pela porta estreita”. Ao se tornarem fábricas de soldadinhos de chumbo, tais igrejas acabam cerceando e esmagando a liberdade, individualidade e identidade das pessoas.
Soldadinhos de chumbo são feitos de matéria bruta, têm uma mesma forma e são manipuláveis. É prazeroso tê-los na condição de brinquedo, mas não tornar-se como os tais! Quando as pessoas se submetem cegamente a tais imposições, interpretando-as como a vontade de Deus para todos, tornam-se embrutecidas dentro de tal perspectiva e passam a avaliar tudo e todos à sua volta a partir de tal ótica. Isso as leva a considerar o certo como errado e o errado como certo. Dentro de tal cultura eclesiástica valoriza-se uma mesma forma para todos. Um só estilo de cabelo e vestimenta para os homens, um só estilo de cabelo e vestimenta para as mulheres e uma única maneira de pensar para todos. Quem estiver em desacordo torna-se marginalizado, pois é tido como “herege” ou como “joio no meio do trigo”. Confunde-se unidade com uniformidade.
Dentro destas fábricas de soldadinhos de chumbo uns manipulam “em nome de Deus”, outros deixam-se manipular “em nome de se agradar à Deus”. Diante de tal quadro surgem algumas perguntas. Será que Deus ao projetar a Igreja, tencionou formar uma comunidade de pessoas estereotipadas? E Qual o propósito de Deus para a Igreja?
Em Atos dos Apóstolos 2.42-47, podemos ver o propósito de Deus para a Igreja expressado através de cinco elementos:

1. O propósito de Deus para a Igreja é a adoração
2. O propósito de Deus para a Igreja é a comunhão
3. O propósito de Deus para a Igreja é a edificação
4. O propósito de Deus para a Igreja é o serviço
5. O propósito de Deus para a Igreja é o evangelismo

Quando nós, como Igreja, compreendermos o plano de Deus e passarmos a adorá-Lo, promovermos a comunhão e não a fragmentação; buscarmos uma edificação constante na Palavra de Deus e não em dogmas extra-bíblicos e nos dedicarmos a servir com nossos dons e talentos, aos nossos semelhantes, então causaremos um impacto poderoso neste mundo. Vidas serão atraídas para o seio da Igreja, para um encontro pessoal e transformador com Jesus Cristo, pois verão que a Igreja é a coluna e firmeza da verdade, o Corpo de Cristo e não uma fábrica de soldadinhos de chumbo.
Alexandre Tavares

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A Familia de Deus - Primeiros Passos 5

Há muito se tem dito que a família é a “célula mater da sociedade”. Com tal afirmação quer-se mostrar que a família tem o potencial para gerar indivíduos, nutrí-los, protegê-los e imbutir-lhes valores. A conseqüência natural é que famílias saudáveis contribuem para a formação de pessoas saudáveis e famílias desestruturadas acabam formando pessoas desajustadas, causando um impacto positivo ou negativo na sociedade.
A Igreja, sendo a família de Deus, tem como propósito gerar, nutrir, proteger e transmitir os valores do Reino de Deus, a todos aqueles que forem alcançados pela mensagem do Evangelho e decidirem empreender a caminhada da salvação, sendo adotados por Deus, como disse o Apóstolo Paulo “...vocês, os não-judeus, não são mais estrangeiros nem visitantes. Agora vocês são cidadãos que pertencem ao povo de Deus e são membros da família dele” (Ef 2.19).
Deus, como nosso Pai, nos oferece amor incondicional. “Mas Deus nos mostrou o quanto nos ama: Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado” (Rm 5.8). Esse amor é demonstrado de muitas formas, mas para os objetivos desta reflexão, vamos destacar apenas três:

Primeira: Deus demonstra seu amor para conosco através do cuidado.
Ele providenciou e providência todos os recursos para nossa sobrevivência e manutenção da vida, tais como ár, água, luz, alimento, vestimenta e etc. Tudo vem d’Ele e por tudo devemos render-lhe graças.

Segunda: Deus demonstra seu amor para conosco através de orientação.
Certa ocasião, como Office-boy de um banco fui entregar uma correspondência para uma companhia no Centro Empresarial São Paulo. Neste local, os diversos prédios são interligados pelos andares sub-solo e térreo. Enquanto subia as escadas do estacionamento para o térreo, subitamente perdi o senso de direção. Já não sabia onde estava nem para onde ia. Fiquei parado por alguns minutos até retomar a perspectiva de localização. Foi terrível!
Neste mundo, muitas pessoas vivem sem rumo, sem direção e por isso sentem-se vazias e frustradas. Como filhos de Deus recebemos d’Ele orientação para as nossas vidas, através dos princípios de sua Palavra, pois Ele não quer que vivamos como cegos tateando no escuro. A Bíblia, além de ser Sua carta de amor para nós, é também a bússola que nos indica o norte, o rumo a seguir.

Terceira: Deus demonstra seu amor para conosco através de segurança.
Dizer que em Deus nós temos segurança não significa que nunca enfrentaremos situações difíceis e até perigosas na vida. Muitos são os cristãos que, em diversos paises, são perseguidos, presos e até mortos por amor ao Evangelho. Neste mundo estamos sujeitos a coisas boas e ruins, mas temos a segurança “...que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano” (Rm 8.28).

Além de termos Deus como nosso Pai e desfrutarmos de seu amor e carinho, nós também, temos muitos irmãos. A Igreja é formada por pessoas de todos os povos, nações, raças e línguas e a identidade dos filhos de Deus deve ser o amor, como disse Jesus: “Eu lhes dou este novo mandamento: amem uns aos outros. Assim como eu os amei, amem também uns aos outros. Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são meus discípulos” (Jo 13.34,35).
A nossa base de convivência se dá na igreja local, que é o lugar onde nos reunimos para adorar a Deus e desenvolvermos comunhão uns com os outros. Essa comunhão precisa ser nutrida, primeiramente, pela união. “Como é bom e agradável que o povo de Deus viva unido como se todos fossem irmãos!” (Sl 133.1). Os laços de união são fortalecidos quando a igreja local recebe uma boa instrução acerca dos princípios do Reino de Deus, proporcionando aos seus membros uma visão apropriada dos propósitos de Deus para a Igreja. Isso faz com que as pessoas compartilhem uma perspectiva comum do que é essencial, aos olhos de Deus, e deixem de lado as questões secundárias e infrutíferas.
Além disso, é necessário o exercício do perdão, pois as pessoas que formam a Igreja são imperfeitas, possuindo temperamentos e perfis diferentes uns dos outros o que, ocasionalmente, gera conflitos e choques. Enquanto estivermos neste mundo, estaremos em processo de libertação e transformação e precisaremos perdoar uns aos outros, assim como Deus, por meio de Cristo, nos perdoou (Ef 4.32).

O nosso coração deve transbordar de alegria, pois já não somos órfãos, nem estrangeiros. As barreiras de separação foram destruídas pelo sangue de Cristo e como está escrito: “...o Espírito que vocês receberam de Deus não torna vocês escravos e não faz com que tenham medo. Pelo contrário, o Espírito torna vocês filhos de Deus; e pelo poder do Espírito dizemos com fervor a Deus: Pai, meu Pai” (Rm 8.15). Ele é o nosso Pai. A Ele, pois, a glória, o louvor e a adoração!



Alexandre Tavares

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Obediência - Primeiros Passos 4

O que existe em comum entre as leis de trânsito e as marcas de vagas no estacionamento de um supermercado? Tanto numa situação, quanto noutra fica evidente a demarcação de limites.
Desde a tenra idade, o ser humano precisa receber limites e aprender respeitá-los, sob pena de se tornar um perturbador da ordem social.
Como funcionário público do setor de educação, já ouvi alguns educadores dizerem “que os alunos problemáticos clamam por limites” e isso fica evidente nas atitudes agressivas, hostis e desrespeitosas da maioria daqueles que estão em idade escolar. Prevalece entre eles um clima de desorientação, falta de referências e objetivo que os lança num comportamento semelhante a carrinho bate-bate em parque de diversão.
Diante de tal quadro, nos vem algumas perguntas à mente: o que será dessa geração? E o que fazer para tirar alguns dessa trilha desastrosa? No meu entender, a solução está em se conhecer à Deus e obedecer sua Palavra.
Já foi dito, nos três primeiros artigos, que o ser humano ao se arrepender dos seus pecados e confiar em Jesus, passa a ter comunhão com Deus. Agora, vamos falar um pouco sobre a obediência. O que é a obediência à Deus? Em que esferas se dão essa obediência? Será que o homem consegue, realmente, obedecer a Deus?
Obedecer a Deus implica em se conhecer os princípios de Sua Palavra e alinharmos a nossa vida a eles. Esse alinhamento se dá em três aspectos: mental, verbal e prático.
Primeiramente, devemos concentrar a nossa mente na obediência a Deus “levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.5) operando, assim, a transformação e renovação de nossa mente (Rm 12.2). Depois, precisamos entender que, quando a mente e os pensamentos se renovam, a maneira de falar muda também, pois “...a boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12.34). Finalmente, as nossas ações precisam corresponder à vontade de Deus. Cristo disse: “Porque me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lc 6.46).
Notemos que a obediência a Deus requer uma transformação de dentro para fora. É algo que começa na mente, passa pela verbalização e culmina no comportamento. Para isso, contamos com a ajuda do Espirito Santo que nos faz enxergar as áreas desajustadas de nossas vidas e, dia a dia, vai nos lapidando e formando o caráter de Cristo em nós.



Alexandre Tavares

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Fé - Primeiros Passos 3

Recentemente fui andar de barco com minha família. Nós moramos próximos a uma represa, onde se pode pagar pelo passeio.
Era uma tarde ensolarada e a próxima meia hora prometia muito. Todos estavam entusiasmados, mas ao mesmo tempo sabíamos que nossa segurança dependia da habilidade e experiência do capitão, das boas condições da embarcação e dos coletes salva-vidas, caso algo saísse errado. Inconscientemente, estabeleceu-se uma relação de confiança.
Muitas de nossas ações cotidianas baseiam-se na confiança. Ao entrarmos em um coletivo, num táxi ou no carro de um amigo, confiamos que os indivíduos que estão na condição de motoristas são capazes de dirigir com um mínimo de prudência e habilidade, o que nos trás uma certa segurança.
Se nas questões temporais requer-se, muitas vezes, uma boa dose de confiança, o que dizer então das questões espirituais? É claro que para nós, seres humanos limitados, é muito mais fácil confiar naquilo que vemos, ouvimos, tocamos; tudo o que pode ser capitado por nossos sentidos e mensurado pelo raciocínio. Mas, nós também somos capazes de exercer fé no transcendente, fé em Deus.
A Bíblia diz que “sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem d’Ele se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que o buscam”.¹
Em decorrência do pecado o homem se afastou de Deus e ficou sujeito a condenação. Para reaproximar-se do Criador precisa de fé, mas não é uma fé aleatória, e sim fé em Jesus “pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos...”²
Jesus é o único meio estabelecido por Deus para livrar o homem do domínio do pecado e da condenação. Quando nós depositamos nossa confiança em Jesus, crendo que sua morte na cruz nos garante o perdão de nossos pecados e sua ressurreição nos fornece o poder necessário para vivermos conforme a vontade de Deus, então, somos justificados como diz a Bíblia: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”.³
A Bíblia também nos conta a história de Noé, homem justo e integro que mesmo vivendo em meio a uma sociedade totalmente depravada, andava com Deus. Deus avisou Noé do grande dilúvio que estava por vir e ordenou-lhe que construísse uma grande embarcação. Na região em que Noé vivia não havia mar nem rios, mesmo assim Noé confiou em Deus e obedeceu. Passou-se muito tempo, até que a embarcação ficou pronta e o dilúvio veio, trazendo juízo sobre a sociedade ímpia. Noé e sua família foram poupados, pois entraram na arca, que era o único meio de salvação.
Esta arca representa Jesus e sua obra em favor da humanidade. Deixar de confiar em Jesus é como alguém que, sendo arrastado pelas águas de uma enchente, rejeita a corda lançada pela equipe de resgate, sua única possibilidade de salvamento.
Confiemos, pois, em Jesus o autor e consumador da nossa fé!

1. Hb 11.6
2. I Tm 2.5,6
3. Rm 5.1



Alexandre Tavares

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Arrependimento - Primeiros Passos 2

O ser humano é dotado de consciência, que é o conjunto de diretrizes morais talhado por Deus dentro de nós. A consciência pode ser fortalecida ou enfraquecida, dependendo do ambiente, educação e modelos de vida que a pessoa estiver sujeita desde a tenra idade. É como um alarme que soa dentro de nós, aprovando ou reprovando nossas intenções e ações. Quanto mais uma pessoa se aprofunda em valores e comportamentos negativos e imorais, mais baixo soa o alarme.
Diante disso é fácil pensar: “Os criminosos, corruptos e todos que tem um mau caráter, precisam mudar!” Mas, à luz da Palavra de Deus “todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus”¹ e “o pecado entrou no mundo por meio de um só homem, e o seu pecado trouxe consigo a morte. Como resultado, a morte se espalhou por toda a raça humana porque todos pecaram”.²
Isso quer dizer que todos os seres humanos foram contaminados pelo pecado de Adão, o primeiro homem, e tiveram sua natureza distorcida. Este acontecimento é chamado de pecado original, o inicio de todo o mal no mundo. Mas a história não parou por ai! Jesus Cristo veio ao mundo para reverter toda destruição e confusão causadas pelo pecado.
Para que sejamos livres do poder do pecado é necessário arrependimento. A Bíblia diz: “Arrependam-se dos seus pecados porque o Reino dos céus está perto!”³ E o que é arrependimento?
Podemos definir arrependimento como tristeza pelo pecado acompanhada de uma mudança de atitude. Não estamos falando de remorso, pois uma pessoa pode sentir pesar por suas ações más e até chorar e no outro dia cometer as mesmas coisas ou até piores. Isso é remorso!
No arrependimento verdadeiro a pessoa sente-se triste por seus pecados e há uma mudança de atitude. Se mentia, deixa de mentir. Se roubava, deixa de roubar e etc. Essa mudança de atitude gera um novo estilo de vida, onde fica evidente a transformação, como diz a Bíblia em Mateus 3.8: “Façam coisas que mostrem que vocês se arrependeram de seus pecados”.
Não importa a sua situação. Talvez você pareça estar em areia movediça. Quanto mais se mexe tentando escapar, mais afunda. Há esperança para você em Jesus Cristo. Arrependa-se agora e volte-se para Deus!


1. Rm 3.23
2. Rm 5.12
3. Mt 3.2

Alexandre Tavares